Quando o câncer afeta nossos filhos

Apesar de avanços no tratamento que o tornaram uma doença crônica — e felizmente, em muitas situações, curável, até hoje o câncer está associado a muito sofrimento: procedimentos médicos agressivos e tratamentos com efeitos fortes colaterais.

E quando a doença afeta uma criança, o impacto é ainda mais intenso. A vida muda: o tratamento impõe uma nova rotina para toda a família, e será necessário lidar com difíceis questões emocionais.

As mães precisam ser ainda mais fortes, e ao mesmo tempo devem passar serenidade para não assustarem seus filhos. Crianças se espelham em seus pais, ou seja, a reação da mãe irá influenciar a reação do filho diante do câncer.

Pais que ficam ansiosos demais acabam deixando a criança angustiada – e isso pode até prejudicar sua condição de saúde.

Desmitificar a doença, mostrando que o câncer não afeta a todos da mesma maneira, é fundamental. Muitas pessoas ao redor estarão propensas a contar histórias sobre o câncer, e isso pode impressionar de forma negativa. Procure afastar pessoas ou informações que não ajudam.

Mantenha o ambiente leve. Não suprima as coisas naturais da infância por causa do diagnóstico: crianças devem brincar, devem estar em ambientes alegres e seguros. Inclua músicas, brinquedos e amigos no seu dia-a-dia sempre que possível.

Não esqueça de envolver a escola e os colegas de classe no processo de tratamento, já que a ausência da criança por longos dias e as mudanças físicas, sobretudo a queda de cabelo por conta da quimioterapia, podem gerar estranhamento. Pais e escola podem trabalhar juntos para preparar as crianças.

Quando o câncer afeta nossos filhos

Como contar e explicar o câncer?

A criança precisa saber o que está acontecendo, mas o momento e a forma de abordagem dependem da idade e da personalidade de cada criança. A decisão de como e quando contar deve ser resolvida em conjunto: médico, família e se possível, psicólogo.

Não deixe de responder todas as perguntas que a criança fizer, pois o silêncio traz mais insegurança. A criança pode e precisa compreender o que está acontecendo e a importância de seu tratamento.

 

Via: Vencer o Câncer e Minha Vida